Como implementar a acreditação ONA: guia passo a passo
A acreditação ONA (Organização Nacional de Acreditação) é a principal metodologia brasileira para certificar a qualidade e a segurança do paciente em serviços de saúde. Este guia mostra como preparar a organização passo a passo dentro do SGQ — Plataforma de Conformidade Inteligente: diagnóstico por requisito (gap analysis), documentação de evidências, tratamento de não conformidades com CAPA e acompanhamento do painel de conformidade por nível.
Resumo rápido
- A ONA organiza a acreditação hospitalar em três níveis cumulativos: Nível 1 (Segurança), Nível 2 (Gestão Integrada) e Nível 3 (Excelência).
- A preparação começa por um gap analysis: você responde Sim, Não ou Parcial a cada requisito e o sistema grava o status, calcula a aderência e prioriza o que falta.
- Cada requisito não atendido ou parcial gera automaticamente um plano de ação (CAPA) com prioridade e prazo, além de um item no cronograma.
- O painel de conformidade calcula o percentual de forma derivada: só requisitos plenamente atendidos pontuam; parciais e não avaliados não contam, e o número nunca é digitado.
- A biblioteca ONA integra o plano Healthcare e está em estágio de seed estrutural (Fase 5), com os três níveis já modelados.
O que é a acreditação ONA e para quem se aplica
A ONA — Organização Nacional de Acreditação — é a entidade brasileira que define a metodologia de acreditação de organizações prestadoras de serviços de saúde, com foco em qualidade da gestão e segurança do paciente. Aplica-se a hospitais, clínicas, laboratórios, serviços de diagnóstico, home care e demais serviços de saúde que queiram comprovar, de forma auditável, a maturidade dos seus processos assistenciais e gerenciais. A adesão é voluntária, tem prazo de validade e a acreditação é concedida após avaliação presencial por uma Instituição Acreditadora Credenciada (IAC) pela ONA.
No SGQ, a metodologia ONA é representada como uma biblioteca de requisitos versionada — a mesma estrutura de norma, seções e requisitos usada para ISO 9001, RDC da Anvisa e o PALC (laboratórios clínicos). Isso permite tratar a preparação para a ONA com os mesmos motores de gap analysis, evidências, CAPA e painel de conformidade das demais normas.
Os três níveis: 1 Segurança, 2 Gestão Integrada e 3 Excelência
A metodologia ONA é escalonada em três níveis cumulativos de certificação:
- Nível 1 — Segurança: atendimento aos requisitos formais e de segurança do paciente; é a base da acreditação.
- Nível 2 — Gestão Integrada: exige processos assistenciais e gerenciais integrados e geridos por rotinas padronizadas.
- Nível 3 — Excelência: cultura de melhoria contínua, uso sistemático de indicadores e resultados sustentados ao longo do tempo.
Os níveis são cumulativos: o Nível 2 pressupõe o Nível 1 atendido, e o Nível 3 pressupõe os dois anteriores. Na biblioteca ONA do SGQ, esse escopo soma aproximadamente 220 requisitos, organizados por nível e por seção — o que torna indispensável um diagnóstico estruturado antes de mirar qualquer nível.
Passo 1: diagnóstico por requisito (gap analysis)
O ponto de partida é o gap analysis. Para cada requisito da ONA você responde Sim, Não ou Parcial. O sistema converte a resposta em status — Sim vira atendido, Parcial vira parcial e Não vira não atendido — grava esse status como fonte de verdade do requisito e recalcula a aderência em tempo real. Respostas Não recebem prioridade alta com prazo de 14 dias; respostas Parcial recebem prioridade média com prazo de 30 dias. É o mesmo fluxo detalhado no guia de gap analysis, aplicado à biblioteca ONA.
Passo 2: documentar processos e evidências
Requisito sem evidência não conta. Para cada requisito você anexa a comprovação: POPs, protocolos assistenciais, registros, atas de reunião, indicadores e demais documentos. A evidência fica vinculada ao requisito por referência, de modo que um mesmo documento pode comprovar mais de um requisito e o painel exibe quantas evidências cada requisito possui. O documento é tratado como informação versionada — com histórico e controle de revisão — e não como anexo solto perdido em pasta de rede.
Passo 3: tratar não conformidades com CAPA
Todo requisito não atendido ou parcial é, na prática, uma não conformidade a tratar. O próprio gap analysis já cria, para esses casos, um plano de ação corretiva (CAPA) em rascunho — com título, prioridade e prazo — e um item de cronograma correspondente. A operação é idempotente: rodar o diagnóstico de novo atualiza as ações existentes em vez de duplicá-las. A CAPA percorre o ciclo de análise de causa, execução e verificação de eficácia até o fechamento; requisitos respondidos como Sim não geram ação. Os detalhes do ciclo estão no guia de não conformidades e CAPA.
Passo 4: acompanhar o painel de conformidade por nível
O painel de conformidade calcula o percentual de aderência automaticamente, por uma regra fixa: percentual = requisitos plenamente atendidos dividido pelo total de requisitos. Parciais, não atendidos e não avaliados não pontuam, e o número nunca é digitado — é sempre derivado do status de cada requisito. O cálculo acontece por seção da norma (na ONA, refletindo os níveis) e no total, então você enxerga exatamente onde o Nível 1 já fecha e onde o Nível 2 ainda tem lacunas antes de decidir a qual nível se candidatar.
Passo 5: preparar a visita de avaliação
Com o diagnóstico feito, as evidências anexadas e as CAPAs em andamento, a plataforma passa a funcionar como o dossiê da avaliação. Antes da visita da Instituição Acreditadora, consolide três frentes: requisitos com evidência completa, CAPAs vencidas ou em atraso zeradas e o painel por nível no percentual-alvo. Como cada requisito referencia suas próprias evidências e ações corretivas, a rastreabilidade requisito → evidência → ação fica pronta para a auditoria externa, sem reconstruir histórico de última hora.
Disponibilidade: seed estrutural (Fase 5) e plano Healthcare
A biblioteca ONA faz parte do plano Healthcare (que combina o pacote Professional com as bibliotecas PALC e ONA) e também do plano Enterprise, que libera todas as bibliotecas. É a mesma linha do segmento de saúde, ao lado do PALC para laboratórios clínicos.
Como se preparar para a acreditação ONA no SGQ
- Fazer o diagnóstico por requisito (gap analysis). Responda Sim, Não ou Parcial a cada requisito da biblioteca ONA. O sistema grava o status, calcula a aderência e prioriza automaticamente as lacunas (Não como prioridade alta e prazo de 14 dias; Parcial como média e 30 dias).
- Documentar processos e anexar evidências. Vincule POPs, protocolos, registros e indicadores a cada requisito. A evidência fica associada por referência, com versionamento, e um mesmo documento pode comprovar vários requisitos.
- Tratar não conformidades com CAPA. Para cada requisito não atendido ou parcial, use o plano de ação corretiva (CAPA) gerado em rascunho e o item de cronograma. Conclua o ciclo de causa, ação e verificação de eficácia; a operação é idempotente e não duplica ações.
- Acompanhar o painel de conformidade por nível. Monitore o percentual derivado (atendidos plenos ÷ total) por seção e no total. Só requisitos plenamente atendidos pontuam, revelando onde cada nível da ONA já fecha e onde faltam ações.
- Preparar a visita de avaliação. Consolide o dossiê: requisitos com evidência completa, CAPAs em atraso zeradas e painel por nível no percentual-alvo. A rastreabilidade requisito → evidência → ação fica pronta para a Instituição Acreditadora.
Perguntas frequentes
O que é a acreditação ONA?
É a certificação de qualidade e segurança concedida pela Organização Nacional de Acreditação a serviços de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios e afins). A adesão é voluntária, tem validade e a avaliação é feita presencialmente por uma Instituição Acreditadora Credenciada pela ONA.
Quais são os níveis da acreditação ONA?
São três níveis cumulativos: Nível 1 (Segurança), focado em requisitos formais e segurança do paciente; Nível 2 (Gestão Integrada), com processos assistenciais e gerenciais integrados; e Nível 3 (Excelência), com cultura de melhoria contínua e uso sistemático de indicadores.
Como começar a preparação para a ONA no sistema?
Pelo gap analysis: você responde Sim, Não ou Parcial a cada requisito. O sistema grava o status como fonte de verdade, calcula a aderência e gera automaticamente planos de ação (CAPA) e itens de cronograma para tudo que estiver não atendido ou parcial.
Como o percentual de conformidade é calculado?
O percentual é sempre derivado: requisitos plenamente atendidos divididos pelo total de requisitos. Parciais, não atendidos e não avaliados não pontuam, e o valor nunca é digitado. O cálculo é feito por seção (na ONA, por nível) e no total.
A biblioteca ONA já está disponível?
A ONA está em estágio de seed estrutural, previsto na Fase 5 do roadmap, disponível nos planos Healthcare e Enterprise. Os três níveis e as seções já estão modelados, e os requisitos são compilados a partir dos manuais oficiais da ONA, sobre os mesmos motores de gap analysis, CAPA e painel de conformidade das bibliotecas de ISO e RDC.
O sistema concede a acreditação ONA?
Não. A acreditação é concedida pela ONA por meio de uma Instituição Acreditadora Credenciada. O SGQ estrutura, prioriza e evidencia toda a preparação e serve como dossiê para a visita de avaliação, mas não emite nem substitui o certificado.
Acessar o sistema